Escolinha de Vaquejada contribue para inclusão social
Foto: Antônio Vicelmo


Enraizada na cultura nordestina, desde o tempo da colonização, a vaquejada se tornou o esporte mais popular do sertão. "A vaquejada tem cheiro de gado, gosto de baião de dois com paçoca e manteiga da terra", define o técnico em Ciências Agrárias, Kael Rocha, proprietário do Parque Matulão, um dos melhores parques do Cariri equipado com haras, pousadas e uma Escolinha de Vaqueiros, administrada por uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, enfermeiras, técnicos agrícolas, veterinários e vaqueiros profissionais, que interage com as atividades das escolas convencionais.
A matrícula dos meninos sertanejos na escolinha está na dependência de seu desempenho nas atividades escolares. Kael explica que é uma forma de incentivar o aluno a frequentar a escola. "A continuidade deles nas aulas de vaquejadas está condicionada às boas notas". Ao mesmo tempo, segundo afirma, "estamos formando futuros vaqueiros comprometidos com o meio ambiente, formação humanística e autoestima". O objetivo é também abrir as portas do parque para a visitação pública.
Para o médico veterinário Humberto Martins, que ministra aula sobre sanidade animal na escolinha, a iniciativa, além dos conhecimentos que são transmitidos, evita que o adolescente se enverede no mundo das drogas. "Aqui, eles estão praticando um esporte lúdico que complementa as atividades escolares", lembra ele, acrescentando que é também a valorização da cultura, uma vez que a vaquejada está no sangue do nordestino. "Se você perguntar a uma criança sertaneja o que é que ela quer ser quando crescer, ela responde: vaqueiro". Ao fazer esta observação, o encarregado do Parque Matulão, Antônio Edleudo da Silva apresenta o mais novo integrante da Escolinha de Vaqueiros. É Gabriel da Silva, que tem apenas cinco anos. Mesmo assim, ele "bate-esteira, isto é, ajuda o vaqueiro principal a derribar o boi. Gabriel não pensa noutra coisa, a não ser um dia ser vaqueiro".
Os ídolos deles são Daíta e Yuri Rocha, dois irmãos, campeões de vaquejadas que ministram aulas práticas no parque. Yuri tem a receita para ser um bom vaqueiro. "Não pensem que é moleza. Para aspirar um prêmio da vaquejada exige-se muito treino, dedicação e força de vontade". Lembra que é um trabalho solidário. É necessário formar uma dupla. O esteireiro é aquele vaqueiro que tem como função conduzir o animal para uma determinada direção. O outro vaqueiro terá a obrigatoriedade de desequilibrar o boi segurando-o pela cauda, derrubando-o dentro da área demarcada.
Existem pessoas que vivem de vaquejada em vaquejada, de cidade em cidade disputando prêmios e até se destacando com suas técnicas. Hoje vaquejada tornou-se um esporte conhecido e divulgado em todo o mundo. Existem clubes, associações de vaqueiros em quase todos os Estados do Brasil, calendários com datas marcadas e até grandes patrocinadores, dando apoio às vaquejadas que envolvem multidões.
A Escolinha de Vaqueiros é uma Organização Não Governamental (ONG) que, segundo seus estatutos, tem como finalidade contribuir para a melhoria da qualidade de vida e inclusão social de crianças, jovens e adolescentes, por meio de atividades esportivas e de lazer nas escolas situadas em comunidades carentes do Estado. Objetiva ainda promover e ampliar a integração entre a escola e a comunidade, tendo como elo a vaquejada, um dos esportes mais populares do Nordeste. Outra preocupação é contribuir para a redução da violência e combate ao uso de drogas.
A matrícula dos meninos sertanejos na escolinha está na dependência de seu desempenho nas atividades escolares. Kael explica que é uma forma de incentivar o aluno a frequentar a escola. "A continuidade deles nas aulas de vaquejadas está condicionada às boas notas". Ao mesmo tempo, segundo afirma, "estamos formando futuros vaqueiros comprometidos com o meio ambiente, formação humanística e autoestima". O objetivo é também abrir as portas do parque para a visitação pública.
Para o médico veterinário Humberto Martins, que ministra aula sobre sanidade animal na escolinha, a iniciativa, além dos conhecimentos que são transmitidos, evita que o adolescente se enverede no mundo das drogas. "Aqui, eles estão praticando um esporte lúdico que complementa as atividades escolares", lembra ele, acrescentando que é também a valorização da cultura, uma vez que a vaquejada está no sangue do nordestino. "Se você perguntar a uma criança sertaneja o que é que ela quer ser quando crescer, ela responde: vaqueiro". Ao fazer esta observação, o encarregado do Parque Matulão, Antônio Edleudo da Silva apresenta o mais novo integrante da Escolinha de Vaqueiros. É Gabriel da Silva, que tem apenas cinco anos. Mesmo assim, ele "bate-esteira, isto é, ajuda o vaqueiro principal a derribar o boi. Gabriel não pensa noutra coisa, a não ser um dia ser vaqueiro".
Os ídolos deles são Daíta e Yuri Rocha, dois irmãos, campeões de vaquejadas que ministram aulas práticas no parque. Yuri tem a receita para ser um bom vaqueiro. "Não pensem que é moleza. Para aspirar um prêmio da vaquejada exige-se muito treino, dedicação e força de vontade". Lembra que é um trabalho solidário. É necessário formar uma dupla. O esteireiro é aquele vaqueiro que tem como função conduzir o animal para uma determinada direção. O outro vaqueiro terá a obrigatoriedade de desequilibrar o boi segurando-o pela cauda, derrubando-o dentro da área demarcada.
Existem pessoas que vivem de vaquejada em vaquejada, de cidade em cidade disputando prêmios e até se destacando com suas técnicas. Hoje vaquejada tornou-se um esporte conhecido e divulgado em todo o mundo. Existem clubes, associações de vaqueiros em quase todos os Estados do Brasil, calendários com datas marcadas e até grandes patrocinadores, dando apoio às vaquejadas que envolvem multidões.
A Escolinha de Vaqueiros é uma Organização Não Governamental (ONG) que, segundo seus estatutos, tem como finalidade contribuir para a melhoria da qualidade de vida e inclusão social de crianças, jovens e adolescentes, por meio de atividades esportivas e de lazer nas escolas situadas em comunidades carentes do Estado. Objetiva ainda promover e ampliar a integração entre a escola e a comunidade, tendo como elo a vaquejada, um dos esportes mais populares do Nordeste. Outra preocupação é contribuir para a redução da violência e combate ao uso de drogas.
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